O retrato de Deus
A Bíblia apresenta Deus como Criador e Arquiteto de um universo ordenado e dotado de propósito (Génesis 1:1–31; Atos 14:15–17; Romanos 1:20).
Como chegou até nós o livro mais importante do mundo? Nesta primeira lição estudamos a sua autoria, inspiração e conservação através dos séculos.
“Toda a Escritura é inspirada por Deus.”2 Timóteo 3:16
Ao folhearmos e lermos a Bíblia, observamos que, do começo ao fim, ela se apresenta como tendo a sua origem em Deus.
O Velho Testamento faz esta afirmação repetidamente (Levítico 19:1; Isaías 1:10; Ezequiel 1:1 e Ezequiel 1:3). O Novo Testamento confirma a autoria divina das Escrituras anteriores (Mateus 5:18; 2 Timóteo 3:16; 1 Tessalonicenses 2:13) e declara que os seus próprios escritos foram orientados pelo Espírito Santo (1 Coríntios 2:13; 2 Pedro 1:21).
A Bíblia apresenta-se como o registo dos tratos de Deus com o ser humano e da vontade divina para a humanidade. Um dos seus propósitos centrais é ensinar, repreender, corrigir e educar na justiça, para que o homem de Deus seja plenamente preparado para toda a boa obra (2 Timóteo 3:16–17).
Ninguém prova a autoria divina como se prova uma equação. A fé bíblica, porém, não é apresentada como um salto sem evidência: a pergunta da lição é qual das explicações se apoia no maior peso de evidência.
A Bíblia apresenta Deus como Criador e Arquiteto de um universo ordenado e dotado de propósito (Génesis 1:1–31; Atos 14:15–17; Romanos 1:20).
O documento destaca a coerência dos ensinos bíblicos nos campos da moral, educação, história, vida espiritual e compreensão do ser humano.
Cerca de quarenta homens, em contextos muito diferentes, escreveram os 66 livros ao longo de aproximadamente 1 500 anos, desenvolvendo uma mensagem comum.
Apesar das perseguições, críticas e tentativas de a eliminar, a Bíblia permaneceu: “a palavra do Senhor, porém, permanece eternamente” (1 Pedro 1:25).
A lição aponta para as profecias messiânicas, especialmente Isaías 53, e para o seu cumprimento na vida, morte e ressurreição de Jesus.
A lição relaciona Isaías 53:2 com a humanidade de Jesus; Isaías 53:3 com a sua rejeição; Isaías 53:4–6 com o seu sacrifício; Isaías 53:7–8 com o julgamento; e Isaías 53:9–12 com a sua morte, sepultura e vitória.
Ao ler, identifique o que o texto afirma, quem age e quais resultados são descritos.
A Bíblia começou a ser escrita por volta de 1400 a.C., em hebraico antigo. O Novo Testamento foi escrito no primeiro século d.C., em grego antigo.
Entre os mais conhecidos estão os códices Sinaítico, Vaticano e Alexandrino, além de milhares de outros manuscritos e fragmentos em hebraico e grego.
A Vulgata latina de Jerónimo, concluída no início do século V, e antigas traduções siríacas, egípcias, etíopes e arménias permitem comparar e confirmar o texto.
Autores cristãos dos primeiros séculos citaram amplamente as Escrituras, oferecendo mais um testemunho independente da sua transmissão.
Esta lição apresentou a Bíblia como mensagem inspirada de Deus: reconhecida pelo retrato que oferece de Deus, pela verdade dos seus ensinos, pela unidade, pela permanência e pelas profecias. Apresentou também a transmissão do texto por meio de manuscritos, traduções e citações antigas.
“A palavra do Senhor permanece eternamente.”1 Pedro 1:25
Nota editorial: o conteúdo foi transcrito e condensado para leitura digital. A linha argumentativa e as referências do documento original foram preservadas.
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